Jovem é indiciado por matar motorista de aplicativo com tiro na cabeça durante corrida
Polícia concluiu o inquérito e apontou que o suspeito contou com a participação de um adolescente. Caso foi enquadrado como latrocínio e segue agora para análise do Ministério Público.

Um jovem de 19 anos foi indiciado pela Polícia Civil por envolvimento na morte de um motorista de aplicativo, atingido por um tiro na cabeça durante uma corrida. O inquérito foi concluído nesta quinta-feira (6), e o investigado responderá pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores.
O crime ocorreu em São José do Rio Preto (SP), no dia 11 de junho. Segundo a investigação, o suspeito agiu com a ajuda de um adolescente de 17 anos, que foi apreendido um dia após o homicídio e permanece internado na Fundação Casa.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Roberval Macedo, além do indiciamento, foi solicitada à Justiça a conversão da prisão temporária do investigado em prisão preventiva.
Crime durante corrida
A vítima, Wilsiano Soares Novaes Teixeira, de 43 anos, trabalhava como motorista de aplicativo quando foi baleada na cabeça. Após o disparo, perdeu o controle da direção e colidiu contra um poste de iluminação. O óbito foi constatado ainda no local.
Segundo a Polícia Civil, os dois passageiros, que estavam armados, fugiram pela janela do veículo logo após o crime. Câmeras de segurança registraram a fuga dos suspeitos.
Investigação aponta latrocínio
As investigações concluíram que houve uma discussão relacionada ao pagamento da corrida momentos antes do disparo. Conforme o delegado, há elementos que indicam motivação patrimonial, razão pela qual o caso foi enquadrado como latrocínio, e não como homicídio.
Com a conclusão das diligências, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresentará denúncia à Justiça.
Adolescente alegou ter confundido motorista com policial
Em depoimento prestado após a apreensão, o adolescente afirmou que acreditava estar sendo procurado pela Justiça e disse ter pensado que o motorista era um policial civil.
Ainda conforme seu relato, ele entregou R$ 20 para pagar a corrida e iniciou uma discussão ao questionar R$ 2 de troco. A polícia, porém, afirma que os elementos reunidos durante a investigação apontam para uma tentativa de roubo.
O adolescente já possuía antecedentes por tráfico de drogas e roubo. Segundo a investigação, ele também descartou a pistola utilizada no crime, que ainda não foi localizada.
Prisão do investigado
O jovem de 19 anos foi preso em 7 de julho, após ser localizado na residência de uma tia. A defesa do investigado ainda poderá se manifestar durante o andamento do processo judicial.
