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Família suspeita de erro médico após notar sangramento; clínica afirma que procedimentos seguem protocolos de segurança
Um paciente de 64 anos morreu horas após realizar exames de colonoscopia e endoscopia em uma clínica particular. A morte ocorreu na segunda-feira (5), em casa, após o homem passar mal depois de retornar do procedimento. A família suspeita de erro médico e aguarda os laudos oficiais para esclarecer as circunstâncias.
De acordo com familiares, o paciente realizou os exames de rotina a pedido médico. Ainda na clínica, ao se levantar da maca, foi observado um sangramento. Após o período de recuperação da anestesia, ele foi liberado e voltou para casa.
Já em residência, o homem relatou dores no esôfago e no estômago. Segundo a família, os sintomas se intensificaram, ele vomitou e, em seguida, perdeu a consciência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a equipe constatou a morte no local.
O corpo foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), onde passou por exame necroscópico. A ocorrência foi registrada como morte natural.
A reportagem teve acesso à declaração de óbito, que aponta que a causa da morte foi um quadro cardíaco grave, com infarto e doença coronariana, agravado por hipertensão e diabetes. A família, no entanto, contesta a informação e afirma que o paciente não possuía histórico de problemas cardíacos, além de realizar exames periódicos de saúde. Por isso, aguarda os laudos definitivos para esclarecimento do caso.
O que diz a clínica
Em nota, a clínica particular informou que os exames endoscópicos digestivos são procedimentos rotineiros, realizados conforme protocolos técnicos, éticos e de segurança rigorosamente estabelecidos, com acompanhamento de equipes especializadas e monitorização contínua dos sinais vitais.
Segundo a instituição, durante procedimentos como colonoscopia, podem ocorrer achados comuns, como pequenos pólipos, que quando tratados podem gerar discreto sangramento local imediato, considerado esperado e geralmente autolimitado.
A clínica também afirmou que a liberação do paciente ocorre somente após recuperação completa da anestesia, estabilidade clínica e na presença de acompanhante. Destacou ainda que eventos clínicos agudos ocorridos horas depois, em ambiente domiciliar, podem estar relacionados a condições pré-existentes ou intercorrências não diretamente associadas ao procedimento, sendo necessária investigação específica para definição da causa.
Por fim, a clínica manifestou solidariedade à família e informou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.