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Auriflama - Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026

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“Vai ter pobre fazendo pobrice?”: vereador é alvo de denúncia por quebra de decoro

Denúncia aponta conduta discriminatória em mensagem interna de gabinete e pede abertura de processo disciplinar na Câmara Municipal


“Vai ter pobre fazendo pobrice?”: vereador é alvo de denúncia por quebra de decoro

Uma denúncia por quebra de decoro parlamentar foi protocolada nesta quinta-feira (15) contra o vereador André Rodini, do partido Novo, na Câmara Municipal. O pedido solicita a abertura de um processo disciplinar após uma fala atribuída ao parlamentar sobre a distribuição gratuita de bolo durante a comemoração do aniversário do Mercadão Municipal.

Segundo o denunciante, que era assessor do vereador à época, Rodini teria escrito em um grupo de mensagens com membros do próprio gabinete a frase: “Vai ter pobre fazendo pobrice lá pegando bolo com balde?”. Prints da conversa e um pen drive com os arquivos originais foram anexados ao documento entregue à Câmara.

A distribuição do bolo ocorreu em setembro de 2025, durante as comemorações dos 125 anos do Mercadão Municipal, em Ribeirão Preto. De acordo com a denúncia, a mensagem foi enviada enquanto o gabinete discutia a agenda oficial do parlamentar e ações de aproximação com a população.

Repreensão e exoneração

O documento relata que, dois dias após a mensagem, o então assessor advertiu o vereador sobre o caráter inadequado e discriminatório da fala. Ainda conforme a denúncia, o servidor alertou sobre o impacto negativo caso o conteúdo viesse a público.

O ex-assessor afirma que, após esse episódio, foi procurado pelo vereador e acabou deixando o cargo no início de novembro de 2025. Para o denunciante, a exoneração não teve critérios técnicos e configurou retaliação por ter confrontado a conduta do parlamentar.

Defesa do vereador

Rodini afirmou que a frase foi dita em tom de brincadeira interna e inspirada em memes de redes sociais, negando qualquer intenção de ofensa. Segundo ele, após a repreensão, houve uma reunião com toda a equipe para encerrar o assunto, e o assessor chegou a solicitar autorização para trabalhar em home office por um período.

O vereador sustenta que a exoneração ocorreu por baixo rendimento profissional, com descumprimento de horários, faltas recorrentes e falhas na produção de conteúdos para as redes sociais do mandato. Ele também disse que a denúncia tem motivação política por ter sido apresentada em ano eleitoral.

Tramitação na Câmara

Em nota, a Câmara Municipal informou que a denúncia será lida na primeira sessão ordinária do ano legislativo, marcada para 2 de fevereiro. Na mesma sessão, os vereadores decidirão sobre a admissibilidade do pedido e a eventual abertura de Comissão Processante.

Caso o processo seja instaurado e fique comprovada a má conduta, o parlamentar pode sofrer penalidades que vão de advertência e suspensão até a cassação do mandato.

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