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Auriflama - Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2026

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Mulher relata dormência nas mãos e nos pés após aplicar caneta emagrecedora vendida ilegalmente

Caso aconteceu em dezembro do ano passado e especialista alerta para riscos do uso de medicamentos sem prescrição e sem procedência


Mulher relata dormência nas mãos e nos pés após aplicar caneta emagrecedora vendida ilegalmente

Uma mulher de 41 anos ficou com as mãos e os pés dormentes, além de apresentar taquicardia e outros sintomas, após aplicar uma caneta emagrecedora vendida de forma ilegal no país e sem prescrição médica. O caso ocorreu em dezembro do ano passado, na cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

A mulher, que não quis ser identificada, contou que comprou o produto pelas redes sociais, por meio do perfil de outra mulher, atraída por anúncios que prometiam resultados rápidos e considerados “milagrosos”. Segundo o relato, as quatro ampolas do medicamento, conhecido como lipoless, vieram do Paraguai e estavam embaladas em uma caixa.

Sem orientação médica e sem comunicar a família, ela aplicou uma única dose da substância, de 5 ml, no dia 3 de dezembro. Horas depois, começaram os sintomas, entre eles náusea, fraqueza, dor de cabeça, respiração ofegante, formigamento nas mãos e nos pés e taquicardia.

Diante do quadro, a mulher procurou atendimento médico e foi encaminhada a um hospital, onde realizou um eletrocardiograma e recebeu medicação. Apesar do susto, ela não precisou ser internada e recebeu alta após melhora do estado de saúde.

“Eu achei que iria morrer. Fiquei com muito medo. Na hora, a sensação era de que algo muito errado estava acontecendo”, relatou.

Segundo a paciente, a decisão de usar o medicamento foi influenciada pelo conteúdo visto nas redes sociais. “Você começa a ver pessoas tomando, dizendo que dá certo, com resultados rápidos, corpo definido. A gente acaba querendo aquilo também e pensa: ‘Se está dando certo para todo mundo, vai dar para mim’”, afirmou.

Após o episódio, ela faz um alerta. “Não podemos confiar em qualquer pessoa, mesmo em quem conhecemos. Não sabemos a procedência desses produtos. Precisamos sempre buscar orientação médica. A saúde é tudo e não vale a pena colocar a vida em risco por resultados rápidos”, concluiu.

À reportagem, a mulher também afirmou que não sabia que esse tipo de medicamento é proibido no Brasil quando comercializado sem registro, prescrição médica e acompanhamento profissional. Especialistas alertam que o uso irregular de substâncias para emagrecimento pode causar efeitos graves e até risco de morte.

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