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Cadeirante denuncia discriminação por motoristas de aplicativo após corrida ser recusada: “Me senti constrangido”

Jovem de 27 anos afirma ter sido impedido de embarcar por dois condutores; caso foi registrado como injúria com agravante por envolver pessoa com deficiência


Cadeirante denuncia discriminação por motoristas de aplicativo após corrida ser recusada: “Me senti constrangido”

Um cadeirante de 27 anos denunciou ter sofrido discriminação por parte de motoristas de aplicativo após ter uma corrida recusada na segunda-feira, dia 23. O caso foi registrado na Polícia Civil como injúria, com agravante pelo uso de elementos relacionados à condição de pessoa com deficiência.

Segundo o estudante Leonardo Richard Garcia Mota, a situação ocorreu em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele foi recusado por dois motoristas da plataforma 99.

O que aconteceu

De acordo com Leonardo, na primeira tentativa de embarque, um dos motoristas pediu que a cunhada dele, que o acompanhava, desmontasse a cadeira de rodas para que ambos pudessem entrar no veículo. Após o procedimento e já dentro do carro, o condutor solicitou que os dois desembarcassem, alegando que a cadeira poderia danificar o automóvel.

“Não é a primeira vez que situações como essa acontecem. Eu uso muito as plataformas, pois vou à faculdade, e fico com medo de usar. Me senti constrangido com a situação”, afirmou o estudante.

Na terceira tentativa, outro motorista aceitou a corrida. No entanto, ao chegar ao local, informou que a foto de Leonardo estaria circulando em um grupo de motoristas de aplicativo, acompanhada de comentários sobre o ocorrido com o condutor anterior.

Diante da situação, o jovem procurou a Central de Flagrantes e registrou boletim de ocorrência.

Posicionamento da empresa

Em nota, a 99 informou que já adotou as medidas cabíveis e que o motorista envolvido foi bloqueado da plataforma. A empresa destacou que atitudes discriminatórias e quaisquer outras formas de violência não são toleradas.

Ainda segundo a nota, em casos como esse, uma equipe especializada busca contato com os passageiros para oferecer acolhimento e orientações.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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