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Acidente ocorreu no dia 6 de julho do ano passado, no bairro João Paulo II, em São José do Rio Preto (SP). Mulher confessou o crime e assumiu o pagamento de R$ 1,5 mil, dividido em cinco prestações.
O Ministério Público fez um acordo para que uma motorista pague um salário mínimo de indenização após atropelar a menina de três anos que quebrou a perna, teve o crânio amassado e passou por cinco cirurgias em São José do Rio Preto (SP). O acidente ocorreu no dia 6 de julho do ano passado, no bairro João Paulo II.
O acordo de não persecução penal foi proposto pelo promotor Evandro Ornelas Leal para a mulher no dia 31 de janeiro deste ano.
Conforme o documento, a mulher confessou o crime e assumiu o pagamento de R$ 1,5 mil, dividido em cinco prestações. Depois de paga a última parcela do acordo, prevista para junho, o caso será arquivado.
Se o acordo for homologado pela Justiça, o valor será encaminhado ao Fundo Municipal de Direito das Crianças e Adolescentes de Rio Preto. Ao g1, o promotor explicou que o valor foi definido considerando:
A motorista foi indiciada pela Polícia Civil por praticar lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente.
O que diz a defesa
O advogado de defesa da mulher, Lucas Hernandes Lopes, informou que, no dia do acidente, ela não trafegava em alta velocidade e a criança surgiu repentinamente entre os carros estacionados do lado direito.
A defesa informou ainda que a mulher e o marido ofereceram ajuda necessária à recuperação da criança, mas, segundo o advogado, ambos foram respondidos com ameaças, além da depredação do carro.
O advogado finalizou dizendo que a motorista não pretende recorrer se a Justiça homologar o acordo de pagamento de um salário mínimo.
"Ela está plenamente ciente de que se trata de um acidente grave envolvendo uma criança e, além disso, compreende profundamente a dor que toda a família está vivenciando. Ela reconheceu a responsabilidade a respeito do acidente, inclusive, de não ter prestado socorro, em razão de ter ficado assustada no momento, fato pelo qual se arrepende", comenta o advogado da mulher.
Indignação
Diante da situação da filha, a mãe, Beatriz Alves Carvalho, contou que precisou parar de trabalhar. Ao g1, ela relatou que se sente indignada com a proposta do MP, uma vez que a criança chegou a passar quase três meses no hospital após o acidente.
"Tenho a sensação de que a vida de um ser humano não vale nada, ainda mais a de uma criança totalmente inocente. Dá a impressão de que o que aconteceu com a minha filha não significa nada. Nunca desejei vingança, apenas que fosse feita a justiça", reforça a mãe.
Por: G1