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Polícia prendeu quatro suspeitos na operação; investigação aponta que organização criminosa explorava sexualmente mulheres na região
AURIFLAMA - Uma jovem grávida de seis meses, de 26 anos, resgatada pela Polícia Civil em Auriflama (SP), sofreu exploração sexual e cárcere privado, além de ter socorro médico negado após ser picada por uma aranha, segundo depoimento de testemunha. O caso veio à tona após operação policial realizada na sexta-feira (21), que resultou na prisão de quatro homens, sendo dois em flagrante por tráfico de drogas.
Segundo uma testemunha que é comerciante local, a vítima ficou três dias sem atendimento médico, mesmo após apresentar inchaço significativo na região onde foi picada por uma aranha. A comerciante ajudou a jovem a conseguir atendimento na Santa Casa de Auriflama após confrontar funcionários da boate.
"Eles estavam sendo desumanos com uma mulher grávida, ela precisava urgente de atendimento", relatou a testemunha, que informou ainda que a jovem havia sido espancada e ameaçada pela quadrilha, incluindo ameaças à família dela.
A Polícia Civil de Auriflama, afirmou que a jovem grávida escapou com ajuda financeira de um cliente, mas está com medo e ainda não formalizou depoimento oficial sobre as violências sofridas.
A operação revelou que pelo menos dez mulheres foram vítimas da quadrilha, que atuava em boates nas cidades de Catanduva, Auriflama, Pereira Barreto, no interior de São Paulo, e Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul. O gerente e o dono das boates foram presos. Um ex-gerente da unidade de Catanduva permanece foragido. As investigações começaram após a morte de uma de Regina Aparecida Marques Vieira, de 19 anos. Ela foi encontrada morta no dia 25 de fevereiro e enterrada em Fernandópolis (SP).