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Júri popular acontece no dia 29 de abril, às 10h, no Fórum da Comarca de Auriflama
AURIFLAMA - A Justiça de Auriflama, através do Tribunal do Júri irá julgar o acusado de causar o acidente de trânsito que vitimou três moradores de Auriflama em setembro de 2019, na rodovia Feliciano Sales Cunha, em Guzolândia. O júri popular acontece na terça-feira, dia 29 de abril, às 10h, no Fórum da Comarca de Auriflama.
Segundo o Ministério Público, o réu será julgado por roubo e três homicídios qualificados. Ele estava alcoolizado e dirigia uma caminhonete roubada quando invadiu a pista contrária e colidiu de frente com um carro onde estavam as vítimas, todas moradoras de Auriflama.
Roubo e fuga
De acordo com a denúncia oferecida pelo MP, o caso teve início na tarde de 21 de setembro de 2019, na cidade de Promissão. O acusado teria pedido uma carona à homem, que dirigia uma caminhonete Chevrolet D20.
Ao suspeitar da abordagem, o motorista pediu que ele descesse do veículo, mas o réu empurrou o motorista no chão, assumiu o volante e fugiu com o veículo, avaliado em R$ 25 mil.
Acidente fatal
Durante a fuga, o réu percorreu cerca de 170 km, consumindo bebidas alcoólicas enquanto dirigia em alta velocidade. Já na madrugada do dia 22 de setembro, por volta das 2h40, na Rodovia Feliciano Sales Cunha (SP-310), ele invadiu a contramão no km 581 e bateu de frente com um Fiat Siena. No carro estavam Antônio de Abreu Pinto, Nivaldo Francisco e José Francisco Lossapio, que voltavam de um baile em Palmeira D’Oeste. Os três morreram na hora.
Alta velocidade e embriaguez
Segundo o laudo da perícia que consta no processo, a caminhonete estava em velocidade excessiva e foi encontrada partida ao meio após a colisão. A carroceria foi arremessada a mais de 15 metros da cabine.
O réu apresentava sinais de embriaguez, como fala pastosa, sonolência e odor etílico, e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Latas de cerveja foram encontradas no interior do veículo.
Já os exames das vítimas confirmaram que nenhuma delas havia consumido álcool.
Responderá por homicídio com dolo eventual
Para o Ministério Público, o réu assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado por uma longa distância e em alta velocidade. Ele responderá por roubo e três homicídios qualificados com dolo eventual, ou seja, quando o autor assume o risco de causar a morte.
O julgamento seguirá o rito do Tribunal do Júri, que analisa crimes dolosos contra a vida.