Mulher dada como morta por engano após atropelamento recebe alta depois de quase 20 dias internada
Auriflama - Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2026

Uma mulher de 29 anos, que havia sido dada como morta por engano após um atropelamento em rodovia, recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira (5), após quase três semanas internada.
Fernanda Cristina Policarpo deixou o Hospital de Base, em Bauru (SP), depois de 19 dias de tratamento, sendo nove deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A saída foi marcada por emoção de familiares e profissionais de saúde, que organizaram uma despedida com bexigas e aplausos no corredor da unidade.
Ainda com dificuldade na fala, Fernanda afirmou que estava bem antes de ser encaminhada para casa em uma ambulância do hospital.
O acidente
O atropelamento aconteceu na noite do dia 18 de janeiro, na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima tentava atravessar a pista quando foi atingida por um carro.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para o socorro inicial.
Declaração inicial de óbito
Durante o primeiro atendimento, uma médica do Samu constatou e declarou o óbito da vítima ainda no local do acidente.
Com a confirmação da morte, a rodovia chegou a ser parcialmente interditada e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para realizar a remoção do corpo.
Sinais vitais percebidos
Pouco depois de a equipe deixar a ocorrência, um médico socorrista da concessionária responsável pela rodovia percebeu que Fernanda apresentava movimentos respiratórios, mesmo já estando coberta por uma manta térmica sobre a pista, procedimento comum em ocorrências fatais.
Reanimação imediata
Ao constatar que a vítima ainda tinha sinais vitais, o profissional iniciou manobras de reanimação ainda no local do acidente, conseguindo restabelecer a respiração.
Internação e recuperação
Fernanda foi levada em estado grave ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base.
Ela permaneceu internada por 19 dias, sendo nove deles na UTI. No dia 24 de janeiro, apresentou os primeiros sinais de recuperação ao responder a estímulos após cerca de uma semana.
Dois dias depois, recebeu alta da terapia intensiva e foi encaminhada para a enfermaria, onde seguiu em tratamento até a liberação médica nesta quinta-feira.
Investigações
O caso segue sendo apurado, reunindo cronologicamente os fatos desde o atropelamento, a declaração inicial de óbito e o procedimento de reanimação que possibilitou a sobrevivência da paciente.
A alta hospitalar foi celebrada pela família e pela equipe médica, marcando o desfecho positivo de uma ocorrência considerada rara e de grande repercussão entre os profissionais de emergência.
