Adolescente com autismo tem braço quebrado após agressão dentro de escola estadual, denuncia mãe
Auriflama - Terça-feira, 28 de Abril de 2026

Um adolescente de 12 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, TEA nível 2, e com deficiência intelectual, teve o braço quebrado após ser agredido por outros alunos em uma escola estadual em São José do Rio Preto.
A denúncia foi registrada pela mãe do menor na Polícia Civil. Segundo ela, a agressão ocorreu no dia 23 de abril, na Escola Estadual “Prof. Bento Abelaira Gomes”. A mulher relatou que o filho foi atacado por dois estudantes dentro da unidade.
De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente voltou para casa chorando, com uma lesão no braço. Ele foi levado às Unidades de Pronto Atendimento, onde os médicos constataram a fratura. O membro foi imobilizado e engessado.
Ainda conforme a mãe, o filho também sofreu violência psicológica. Ela afirma que o adolescente foi alvo de ofensas e xingamentos, além de ter sido exposto a uma situação constrangedora envolvendo outros alunos. O registro policial aponta que não houve lesões nessa parte, mas os relatos indicam comportamento inadequado.
A responsável disse que questionou a escola sobre o ocorrido, mas recebeu a informação de que a lesão teria sido causada por uma queda dentro da instituição, versão que, segundo ela, não condiz com o que foi relatado pelo filho e por outros estudantes.
Apuração e medidas
Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que iniciou a apuração do caso por meio da análise de imagens das câmeras internas, com o objetivo de identificar os envolvidos.
Ainda segundo a pasta, os responsáveis pelos alunos foram convocados para uma reunião para definição de medidas pedagógicas e disciplinares, com registro no Programa Conviva SP. Também foi oferecido apoio por meio do programa Psicólogos nas Escolas.
A Secretaria destacou que repudia qualquer forma de violência e afirmou que acompanha o caso junto à rede de proteção.
Investigação
O caso foi registrado como lesão corporal e será investigado pela Polícia Civil. Segundo a mãe, o adolescente está traumatizado e não quer retornar às aulas na unidade escolar.
