Mãe denuncia suspeita de racismo após filha de 14 anos ser chamada de 'macaco' e 'lobisomem' em escola pública
Segundo boletim de ocorrência, adolescente teria sido alvo de ofensas praticadas por três colegas de classe. Polícia Civil investiga o caso e Secretaria da Educação informou que adotará medidas após apuração dos fatos.

Uma mulher de 36 anos denunciou à Polícia Civil uma suspeita de racismo contra a filha, de 14 anos, dentro de uma escola estadual de Araçatuba (SP). Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente teria sido alvo de ofensas feitas por três alunos que estudam na mesma sala que ela.
O caso teria ocorrido nas dependências da Escola Estadual Licolina Reis Alves. Conforme o registro policial, os estudantes teriam chamado a adolescente de "lobisomem", "Tarzan" e "macaco".
A mãe procurou a polícia para denunciar os episódios envolvendo a filha. A ocorrência foi registrada na segunda-feira (26) como injúria e será investigada pela Polícia Civil.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou que repudia qualquer tipo de discriminação e informou que a direção da escola tomou conhecimento das denúncias por meio do boletim de ocorrência.
ESCOLA ACIONOU CONSELHO TUTELAR
Segundo a Secretaria da Educação, a mãe da adolescente foi convocada pela direção da unidade escolar para prestar esclarecimentos sobre os fatos relatados pela filha.
A pasta informou que eventuais medidas disciplinares serão definidas após a apuração do ocorrido. O Conselho Tutelar também foi acionado e acompanha o caso.
Ainda conforme a secretaria, os envolvidos poderão receber atendimento psicológico por meio do Programa Psicólogos nas Escolas, desde que concordem com o acompanhamento.
A unidade de ensino também deverá promover atividades de conscientização contra a discriminação, com apoio do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva).
O QUE DIZ A SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou:
"A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudia qualquer tipo de discriminação, dentro ou fora do ambiente escolar. A gestão escolar, assim que tomou conhecimento do assunto pelo boletim de ocorrência registrado, convocou a responsável pela estudante para esclarecimento dos fatos e decidirá quais medidas disciplinares serão adotadas. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o assunto."
A pasta acrescentou que disponibilizará atendimento psicológico aos envolvidos e desenvolverá ações educativas para prevenir novos episódios de discriminação.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias das ofensas relatadas e a participação dos estudantes mencionados na ocorrência.

