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Justiça determina apreensão de celulares e dados do investigado; investigação apura possível atuação a mando de políticos locais em ataques contra autoridades de Auriflama
Uma mega operação envolvendo forças de segurança de diferentes estados teve como alvo o investigado conhecido como Rangel Kasa Nova, também chamado de “Primo Veio”. Ele é identificado como José Donizeti de Souza Pereira, alvo de mandado de busca e apreensão cumprido no município de Aparecida de Goiânia (GO), na madrugada desta segunda-feira (6).
A ação foi autorizada pela Justiça do Estado de São Paulo e executada pela Polícia Civil de Goiás, com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil de Auriflama.
As investigações tiveram início após o registro de boletins de ocorrência por parte das vítimas: Katia Conceição Morita de Carvalho, prefeita de Auriflama; Luiz Antonio Pereira de Carvalho, prefeito de Guzolândia; Davi Francisco Costa, presidente da Câmara Municipal de Auriflama; e César Felipe Canosso Costa, chefe de gabinete da Prefeitura de Auriflama.
De acordo com informações da delegada responsável pelo caso, Dra. Caroline Baltes, que comanda as investigações, há indícios de que o investigado utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar conteúdos ofensivos contra autoridades públicas da região, incluindo áudios com acusações graves.
As apurações indicam que os conteúdos eram inicialmente compartilhados no grupo de WhatsApp “Filhos de Auriflama 10” e, posteriormente, replicados em outros grupos da cidade por usuários, ampliando o alcance das mensagens.
Segundo as investigações, os áudios atribuídos ao investigado conteriam informações falsas, acusações sem comprovação e declarações de cunho difamatório contra as vítimas, atingindo diretamente a honra, a imagem e a reputação dos envolvidos.
Ainda conforme apurado, a conduta investigada não seria pontual. Há relatos de que as ações se repetem há anos, podendo configurar um padrão contínuo de perseguição contra as mesmas vítimas, com registros que remontam a, pelo menos, seis anos.
Um dos pontos mais sensíveis da apuração é a possível existência de terceiros por trás das ações. A Polícia Civil investiga se o investigado teria atuado a mando de pessoas ligadas ao meio político local, inclusive com a hipótese de eventual vantagem financeira para a prática dos atos, o que ainda está sob análise das autoridades.
Durante o cumprimento do mandado, diante de indícios de possível ocultação de provas, os policiais realizaram o ingresso forçado no imóvel, com arrombamento, para garantir a preservação de elementos de interesse da investigação.
Na ação, a Polícia Civil de Goiás localizou e apreendeu três aparelhos celulares em posse do investigado, que agora serão submetidos à perícia técnica para extração de dados.
Além dos celulares, a decisão judicial também autorizou o acesso a informações armazenadas nos dispositivos e em serviços de nuvem, considerados essenciais para o aprofundamento das investigações.
O material apreendido será analisado por peritos, e os resultados devem orientar os próximos passos da investigação, que poderá evoluir para a responsabilização criminal dos envolvidos.