CIDADE • 02/10/2026

Pecuarista é preso após polícia apreender duas armas e 233 munições durante investigação de ameaça

Espingarda e pistola foram encontradas carregadas durante cumprimento de mandado; investigado apresentou documentos dos armamentos e aguarda audiência de custódia.

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Pecuarista é preso após polícia apreender duas armas e 233 munições durante investigação de ameaça

Um pecuarista de 41 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (2), em Auriflama (SP), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, a ordem judicial foi expedida no âmbito de uma investigação sobre possível crime de ameaça. Na operação, foram apreendidas duas armas, 233 munições intactas e 40 estojos deflagrados.

Identificado pelas iniciais T.V.F., o investigado foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária, onde aguarda audiência de custódia. Na audiência, a Justiça decidirá se ele permanecerá preso ou poderá responder em liberdade.

A operação começou por volta das 7h, em uma residência no Centro, e contou com apoio da Polícia Militar. Conforme o boletim de ocorrência, os agentes apresentaram a ordem judicial aos familiares que estavam no imóvel e iniciaram as buscas.

Durante a vistoria, foram encontradas munições em um armário da cozinha e em um guarda-roupa. Em um dos quartos, os policiais localizaram uma espingarda CBC Pump Military 3.0, calibre 12, carregada e acondicionada em uma sacola plástica. No mesmo cômodo, havia uma caixa vazia de pistola.

O pecuarista chegou à residência durante a diligência. Questionado sobre a localização da outra arma, informou que ela estava em sua caminhonete, estacionada em um sítio de sua propriedade.

Os policiais seguiram até o local e encontraram uma pistola Taurus G2c, calibre .40, municiada e guardada em uma maleta. A arma estava acompanhada de três carregadores, kit de limpeza, manual de instruções e coldre.

Ao todo, o registro relaciona 165 munições intactas de calibre .40, 51 de calibre .38 e 17 cartuchos de calibre 12. Também foram recolhidos 39 estojos deflagrados de calibre .38 e um de calibre .40.

As equipes apreenderam ainda R$ 780 em dinheiro, sete folhas de cheque de diferentes titulares e instituições bancárias, duas agendas e diversos documentos. O boletim não apresenta uma conclusão sobre eventual origem ilícita do dinheiro ou dos cheques.

Durante a ocorrência, o investigado apresentou certificados de registro das duas armas, certificado de registro de CAC e uma guia de tráfego.

Em depoimento, afirmou que pretendia ir a um clube de tiro em Birigui e que, antes da viagem, havia passado na fazenda para verificar atividades de trabalho e conversar com funcionários. Segundo sua versão, a pistola estava municiada porque seria utilizada no clube naquele dia.

Sobre a espingarda, declarou que a mantinha guardada sobre um guarda-roupa e carregada por razões de segurança familiar.

O pecuarista também afirmou que os estojos eram provenientes de disparos realizados em clube de tiro. Disse que o dinheiro apreendido era fruto de seu trabalho e que os cheques estavam relacionados à atividade de compra e venda de gado.

Após analisar os fatos, o delegado Felipe Costa Prado determinou a prisão em flagrante com enquadramento, em tese, no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento. Conforme o boletim, a suspeita é de manutenção de arma de fogo e munições de uso restrito em desacordo com determinação legal ou regulamentar.

O documento registra a apresentação dos certificados e da guia de tráfego, mas não detalha qual condição específica da documentação, da guarda ou do transporte foi considerada irregular. Também não descreve as circunstâncias da possível ameaça que motivou a investigação.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência transcorreu sem resistência e sem necessidade de emprego de força física. A versão do investigado consta no boletim, que não contém manifestação separada da defesa.

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